À conversa com Davide Pinheiro, autor do Mesa de Mistura

22.3.13


Surgiu a ideia de fazer entrevistas para trazer ao blogue alguns temas que não consigo aprofundar sozinha. Sendo assim, a nova rubrica semanal "Conversas com..." começa hoje.

Estive à conversa com Davide Pinheiro, autor do excelente blogue de música que sigo afincadamente. Fez-me sentido trazer outras áreas, para além da saúde, para promover o bem-estar. O que poderia ser melhor que a música? Para mim, poucos temas. Portanto ao idealizar esta rubrica tive imediatamente vontade de falar sobre música, ou de pedir a um expert que falasse sobre música. Daí até me lembrar do Davide, foi um saltinho. O convite fez-se e foi prontamente aceite, et voilá!

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Davide Pinheiro é autor do blogue Mesa de Mistura, editor de música do Disco Digital, escreve regularmente na revista PARQ e acaba de iniciar uma colaboração com a Vogue. Em paralelo, mantém uma actividade regular como DJ.



Davide, como surgiu esta ideia de criares o mesa de mistura, um blogue, sendo tu jornalista e tendo já passado pelo DN?
A ideia tem cerca de dois anos mas apenas enquanto projecto pessoal no espaço online. Depois amadureci a ideia à medida que alguns dos conteúdos que queria explorar não encaixavam em nenhum dos espaços onde escrevia - a excepção era a revista PARQ onde sou colaborador de há quatro anos. Mas queria fazê-lo no online e a ideia de fazer um blogue "profissionalizado" de música vem do Verão passado. Juntei ideias que tinha apontado num Moleskine e construí um esboço. Depois, apresentei o projecto ao Clix em Setembro e a Mesa de Mistura arrancou no final de Outubro.

Qual é o papel que queres que o Mesa de Mistura tenha no dia-a-dia dos leitores?
É sempre complicado responder pelos outros mas o papel que pretendo é de permanente, estímulo, desafio e novidade. Gostava que os leitores sentissem que na Mesa de Mistura encontram um espaço personalizado com uma identidade definida e que passa pela permanente descoberta de música nova ou recuperação de canções que façam a ponte com o presente ou às quais a história não fez a devida justiça.

Como começou a tua paixão pela música?
Vem do meu pai. Quando nasci, ele tinha 24 anos por isso era um pai relativamente novo embora para a época não o fosse tanto assim porque as pessoas tinham filhos mais cedo. Na minha infância, ouvi muita da música que o meu pai me mostrou através de discos de vinil - New Order, Smiths, The Cure, Sérgio Godinho, José Afonso, José Mário Branco, Rádio Macau. A televisão foi essencial nesse processo: ainda hoje me lembro dos programas de Nino Firetto e Adam Curry, além do português Vivámusica onde estas bandas tinham assento regular. Eram outros tempos mas que foram essenciais para a minha relação com a música.

Lembras-te do teu primeiro álbum?
Havia vários - o primeiro dos Rádio Macau, "Infected" dos The The, "Substance" dos New Order - por isso tenho dificuldade em recordar. Mas canção consigo dizer: "Blue Monday", também dos New Order, ainda hoje um farol da música electrónica de dança.

Qual é a música que tens sempre no teu leitor contigo?
Sou muito volátil e sobretudo acabo por ouvir quilos de música nova que me chega das mais variadas formas a um ritmo diário. O fim-de-semana acaba por ser a minha zona de conforto. Nessa "casa de praia", há muita coisa de Prince a Michael Jackson passando por Hot Chip, Mão Morta, Dead Combo, Kanye West, LCD Soundsystem, Daft Punk ou os novéis AlunaGeorge.

Normalmente é mais fácil convencer os elementos do sexo feminino a praticarem algumas das dicas de nutrição e bem-estar que dou no WithYOUwechange, consideras que é importante ter hábitos de vida saudáveis? A que áreas da saúde dás mais atenção?
Sem dúvida. Ao contrário das bandas que, sobretudo agora, têm um tempo de vida limitado, o ser humano tem toda uma carreira pela frente. Nessa perspectiva, tento fazer exercício diariamente (tento) e andar o máximo que posso a pé porque passo algumas horas sentado. Procuro ainda fazer refeições equilibradas com peixe ao almoço e carne ao jantar e um pequeno-almoço generoso. Depois há a saúde mental e a música é um óptimo exercício para afastar os espíritos.

O exercício físico faz parte da tua vida? Que modalidade praticas? Achas que a música te motiva mais enquanto praticas?
Já fez mais na adolescência quando treinava uma hora por dia. Actualmente, faço manutenção. A música é sem dúvida o estimulante que me dá asas.

Qual seria a tua sugestão musical para quem estiver a preparar-se para uma corrida de 5 Km, como os meus leitores que participarão na Color Run?
Difícil responder mas independentemente de ser rock, rap ou house, acredito que uma selecção em crescendo de velocidade com picos demarcados fará com que os leitores cheguem ao fim com vontade de correr já no fim-de-semana seguinte.

Já agora Davide, eras capaz de experimentar um destes sumos verdes que apresento aqui? 
Isso é uma pergunta ou um desafio?  já experimentei na Liquid Merendinha, no Chiado. É bem bom!

Para finalizar, queria pedir-te que escolhesses uma música para fecharmos a entrevista...













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