Aromatherapie for dummies part 2

7.7.14
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O comportamento das células olfativas em aromaterapia

Existem cerca de 50 milhões de quimioreceptores no epitélio olfativo, sendo que estes são neurónios verdadeiros que estão continuamente a ser repostos. Esses neurónios estão estreitamente ligados aos centros de processamento das emoções, o que pode justificar o poderoso e às vezes, inconsciente impacto do odor.

Na cavidade nasal do homem, os receptores olfativos localizam-se na parte superior das fossas nasais, mais precisamente na chamada mucosa olfativa. Externamente, o órgão olfativo, que também intervém na função respiratória, é o nariz, estrutura muscular e cartilaginosa cuja base triangular é constituída pelas fossas nasais. Seu suporte ósseo é composto pelos ossos nasais da parte superior e no centro existe uma membrana cartilaginosa unida ao osso vómer, que separa as fossas. Em cada fossa nasal distinguem-se canais delimitados pelos chamados cornetos.


A cavidade nasal é forrada por um epitélio secretor de muco, o ar purifica, humedece e aquece-a também. O órgão olfativo pode ser considerado a mucosa que forra a parte superior das fossas nasais, a mucosa olfativa.

A mucosa vermelha é dessa cor por ser muito rica em vasos sanguíneos, e contém glândulas que excretam muco, que mantém húmida a região.

A mucosa amarela é muito rica em terminações nervosas do nervo olfativo. Os dendritos das células olfativas possuem prolongamentos sensíveis (pelos olfativos), que ficam mergulhados na camada de muco que recobre as cavidades nasais. Os produtos voláteis ou de gases perfumados ou ainda de substâncias lipossolúveis que se desprendem das diversas substâncias, ao serem inspirados, entram nas fossas nasais e se dissolvem no muco que impregna a mucosa amarela, atingindo os prolongamentos sensoriais.

Células olfativas receptoras são neurônios com pontas em formato de botão chamadas dendritos. Pêlos olfativos que se conectam aos odorantes cobrem os dendritos. Quando um odor estimula uma célula receptora, a célula envia um impulso elétrico ao bolbo olfativo através do axônio na sua base. Os receptores olfativos situados nessa mucosa são células epiteliais específicas, ou células olfativas, de forma alongada, com a extremidade distendida e dotadas de pequenos cílios (em número de 6 a 12) que atravessam o muco que recobre o epitélio nasal. Cada célula olfativa se prolonga num axónio, que atravessa a lâmina crivada do osso etmóide do crânio para terminar no bolbo olfativo, onde ocorre a sinapse com os dendritos das células mitrais, que formam os glomérulos olfativos. Estas formações comunicam-se, por sua vez, com os centros olfativos do sistema nervoso central.

Células de sustentação sustentam o epitélio olfativo e ajudam a isolar as células receptoras. Elas também nutrem os receptores e desintoxicam as substâncias químicas na superfície do epitélio. Células-tronco básicas criam novos receptores olfativos através da divisão celular. Os receptores  regeneram-se cerca de uma vez por mês.

Enquanto as células receptoras respondem a estímulos olfativos e resultam na percepção do odor, fibras do nervo triangular no epitélio olfativo respondem à dor. Quando você cheira alguma coisa corrosiva como a amônia, células receptoras captam os odorantes enquanto fibras do nervo triangular são responsáveis pela fisgada que faz você recuar imediatamente.

Axel e Buck descobriram que cerca de 1.000 genes codificavam tipos de receptores olfactivos. Descobriram ainda que cada célula receptora olfactiva corresponde apenas a um tipo de receptor, que pode detectar um pequeno número de moléculas relacionadas, respondendo a algumas com mais intensidade do que a outras. Basicamente, descobriram que as células receptoras são extremamente especializadas em odores particulares. Cada tipo de receptor olfactivo envia o seu impulso elétrico a uma micro-região em particular no bolbo olfactivo. A micro-região, ou glomérulo, recebe a informação e encaminha-a para outras partes do cérebro. O cérebro interpreta os "padrões aromáticos" produzidos pela atividade nos diferentes glomérulos como cheiro. Há 2.000 glomérulos no bolbo olfativo, cerca de duas vezes mais micro-regiões que células receptoras - fazendo com que percebamos uma grande quantidade de cheiros.


 

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